XVI JORNADA DA FAMÍLIA

“FAMÍLIA – LABORATÓRIO DA CARIDADE”

É impossível falar no progresso da humanidade e das sociedades sem se falar da família. Ela é o berço de tudo. Nela tudo se aprende e apreende. Não há realidade alguma que fique fora do âmbito da família.

Por isso, a Igreja investe e se ocupa tanto com a Família. Ela sabe que sem família não se pode falar em humanismo ou em dignidade humana. Promover o bem da pessoa envolve a família, em todos os seus membros, em todas as etapas da vida, as festivas e cheias de esperança, como as tristes e mais frustrantes da nossa existência.

A preocupação da Igreja está bem patente no sínodo que o Papa Francisco promoveu, e na sua consequente  exortação apostólica Amoris Laetitia. E este ano, ao comemorar o quinto aniversário da mesma, o Papa volta a surpreender com o anúncio de um ano dedicado à Família.

Com tudo isto, o Sucessor de Pedro sublinha que a Família tem um lugar cimeiro na vida da Igreja e da sociedade.

Quando afirma, no primeiro número da Amoris Laetitia: “O anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia”, está precisamente a enaltecer o papel imprescindível do evangelho da Família cristã para os dias de hoje.

Este tem sido o exercício das equipas de pastoral familiar de São Martinho de Brufe e de Sto. Adrião de Vila Nova de Famalicão, há já quinze anos. Este ano, não obstante todas as dificuldades que a pandemia nos cria, não deixaremos de dar continuidade a esta missão. Com moldes diferentes, totalmente digital, não num dia mas em todas as sextas feiras do mês de Fevereiro do corrente ano, às 21h15, através dos meios digitais. Será um desafio até para as próprias equipas.

No programa pastoral arquidiocesano podemos ler: “A credibilidade da Igreja manifesta-se na vivência do amor. Ora, a família é a casa do amor, onde habita a presença do Senhor (cf. Amoris Laetitia, 315). O recente período, em que fomos obrigados a ficar confinados em nossas casas, leva-nos a olhar para a realidade da família com novos olhos”.

Tendo em conta este novo olhar, pensamos no seguinte tema: “Família – laboratório da caridade”. Contudo, este tema geral é depois subdividido em temas mais específicos: 1. Trabalho e lazer (dia 5 de Fevereiro) com a Dra. Fátima Amorim; 2. Igreja Doméstica (dia 12 de Fevereiro) com o Dr. Juan Ambrósio; 3. Amor e Divórcio (dia 19 de Fevereiro) com o Sr. D. Nuno Almeida, Bispo Auxiliar de Braga;  4. Caridade conjugal (dia 26 de Fevereiro) com o casal Pedro e Catarina Portela.

Gostaríamos que estas sextas de partilha e reflexão fossem uma oportunidade para as famílias cristãs repensarem o seu lugar na igreja e na sociedade. Que redescobrissem as suas prioridades e assumissem a possibilidade de um outro caminho, de uma outra vida familiar. Que se tornassem em verdadeiras comunidades crentes e evangelizadoras (cf. Familiaris Consortio, 51), vivendo a liturgia da vida e do quotidiano. De facto, a família pode ser o primeiro lugar onde é exercitado o Evangelho ao jeito e estilo do Bom Samaritano.

Acreditamos que a família é mais importante do que a escola. A escola é fundamental, mas a família é imprescindível e insubstituível na transmissão dos valores cristãos da vida. O lar é um verdadeiro laboratório, um espaço de descoberta e de aprendizagem contínuas.

Diz D. António Marto, na Carta Pastoral “Chamados à Caridade”, de 2010: “A primeira casa e escola onde somos iniciados à caridade e chamados a vivê-la e a testemunhá-la é, por natureza, a família. “A caridade bem ordenada começa na própria casa”, diz o adágio. É aí que fazemos a primeira experiência do amor humano mais gratuito e generoso: de pais e filhos e de irmãos. Hoje, múltiplos fatores, desde o desencontro dos horários de trabalho até às solicitações das novas tecnologias, desde a ruptura cultural entre as gerações à perda de valores educativos, provocam um curto circuito na circulação e no crescimento deste amor familiar: na proximidade, na disponibilidade, no acolhimento, no diálogo e no sacrifício de uns pelos outros. A caridade, o amor gratuito, oblativo e generoso é o que torna mais bela a família. Por isso, sugiro a cada família fazer um exame de consciência sobre a qualidade das suas relações, cultivar gestos de partilha com os mais necessitados, educar os filhos para a generosidade e gratuidade no serviço aos outros. Com confiança e afecto faço um apelo: “Família, reacende o fogo da caridade que está em ti”! Que estas Jornadas, em tempo de pandemia, a suscitar a caridade de todos, nos ajude a fazer o exame de consciência que nos sugere o Sr. Cardeal D. António Marto e, ao mesmo tempo, desperte em nós o fogo da caridade, escondido na cinza das dificuldades e dos problemas dos nossos dias.

COVID 19 – Normas da Catequese

Proteção COVID 19
Um dos meios de proteção contra o COVID 19 é a mascara
  • Distanciamento:
    • A distância mínima recomendada pela DGS é de 1,5 metros;
    • Esta distância será mantida entre cada catequisando e entre os catequistas;
    • Cada sala tem lotação máxima e será cumprida para cada turma:
      • Dependendo da sala e do número de crianças/jovens inscritos em cada turma, esta poderá ser devida em grupos mais pequenos;
    • Uso de máscara:
      • Obrigatório para catequistas e catequizando a partir do 5º ano ou idade superior a 10 Anos;
      • Recomendado para os restantes catequisando;
    • Desinfeção das mãos:
      • Obrigatória a desinfeção das mãos à entrada do edifício
      • Sempre que se verificar necessário;
    • A entrada dos pais nas salas está condicionada a necessidade de maior, por forma a evitar contactos desnecessários;
    • Horários de entrada:
      • Devem ser respeitados;
      • A entrada antes da hora de início;
        • permite facilitar o controle de desinfeção das mãos;
        • permite terminar as seções a horas, por forma a permitir o arejamento dos espaços entre cada seção que deverá ter um intervalo de pelo menos 30 minutos entre cada;
      • As estradas após o início da catequese poderão ser condicionadas;
    • Sessões de Catequese:
      • Só serão realizadas atividades sem contato;
      • Não há partilha de materiais. Caso seja necessário o uso de algum material comum tem obrigatoriamente de ser desinfetado imediatamente antes e depois do uso.
      • Recomenda-se que os catequizando tragam o seu material- cada catequista indicará o que será necessário (papel, estojo com lápis e borracha, outros…) ;
    • Higienização das salas:
      • Serão desinfetadas mesas, cadeiras e outros materiais que sejam manuseados no início e final da cada sessão;
      • As seções terão um intervalo obrigatório no mínimo 30 minutos antes de entrada de novo grupo para o espaço.

Nota: As normas podem ser atualizadas por indicação da DGS ou da Diocese

Mensagem do Papa Francisco para o 28 Dia Mundial do Doente

«Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei» (Mt 11,28) (11 de fevereiro de 2020)
Queridos irmãos e irmãs!

  1. Estas palavras que Jesus pronuncia – «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei» (Mt 11,28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio. «Quando Jesus diz isto, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: gente simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados pelo peso da lei e pelo opressivo sistema social. Estas pessoas sempre acorreram a Ele para ouvir a sua palavra, uma palavra que incutia esperança» (Angelus, 6 de julho de 2014).
    No XXVIII Dia Mundial do Doente, Jesus dirige este convite aos doentes e aos oprimidos, aos pobres que sabem que dependem inteiramente de Deus e que, feridos pelo peso da provação que os atingiu, têm necessidade de cura. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, de sofrimento e de fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas oferece a sua misericórdia, oferece-Se a Si próprio como alívio. Jesus olha para a humanidade ferida. Tem olhos que vêem, que se apercebem, porque vêem com profundidade: não correm indiferentes, mas param e acolhem cada pessoa no seu todo e todas as pessoas na respetiva condição de saúde, sem descartar ninguém, convidando cada um a entrar na sua vida para fazer a experiência da ternura.
  2. Porque tem Jesus Cristo estes sentimentos? Porque Ele próprio Se tornou frágil, experimentando o sofrimento humano e recebendo, por sua vez, alívio do Pai. Na verdade, só quem passa pessoalmente por esta experiência poderá confortar o outro. Várias são as formas graves de sofrimento: doenças incuráveis e crónicas, patologias psíquicas, aquelas que necessitam de reabilitação ou de cuidados paliativos, as diferentes formas de deficiência, as doenças próprias da infância e da velhice… Nestas circunstâncias, nota-se por vezes carência de humanidade e é, por isso, necessário personalizar o contacto com a pessoa doente, acrescentando ao tratamento o cuidado, para uma cura humana integral. Na doença, a pessoa sente comprometidas não só a sua integridade física, mas também as várias dimensões da sua vida relacional, intelectual, afetiva, espiritual; e por isso, além das terapias, espera amparo, solicitude, atenção… em suma, amor. Além disso, junto do doente, há uma família que sofre e pede, também ela, conforto e proximidade.
  3. Queridos irmãos e irmãs enfermos: a doença coloca-vos de modo particular entre os «cansados e oprimidos» que atraem o olhar e o coração de Jesus. É de lá que vem a luz para os vossos momentos de escuridão, a esperança para o vosso desalento. Convida-vos a ir ter com Ele: «Vinde». Com efeito, n’Ele encontrareis força para ultrapassar as inquietudes e interrogações que vos surgem nesta “noite” do corpo e do espírito. É verdade que Cristo não nos deixou receitas, mas, com a sua paixão, morte e ressurreição, liberta-nos da opressão do mal.
    Nesta condição, precisais certamente dum lugar para vos restabelecerdes. A Igreja quer ser, cada vez mais e melhor, a “estalagem” do Bom Samaritano que é Cristo (cf. Lc 10,34), isto é, a casa onde podeis encontrar a sua graça, que se exprime na familiaridade, no acolhimento, no alívio. Nesta casa, podereis encontrar pessoas que, tendo sido curadas pela misericórdia de Deus na sua fragilidade, saberão ajudar-vos a levar a cruz, fazendo, das próprias feridas, frestas através das quais podeis entrever o horizonte para além da doença e receber luz e ar para a vossa vida.
    Nesta obra de restabelecimento dos irmãos enfermos insere-se o serviço dos profissionais da saúde – médicos, enfermeiros, colaboradores administrativos e auxiliares, voluntários – que, com competência, fazem sentir, nas suas acções, a presença de Cristo que proporciona consolação e cuida da pessoa doente tratando das suas feridas. Mas, também eles são homens e mulheres com as suas fragilidades e até com as suas doenças. Neles se cumpre de modo particular esta verdade: «Quando recebemos o alívio e a consolação de Cristo, somos chamados a tornarmo-nos, por nossa vez, alívio e consolação para os irmãos, com atitude mansa e humilde, à imitação do Mestre» (Angelus, 6 de julho de 2014).
  4. Queridos profissionais da saúde: qualquer intervenção de diagnóstico, de prevenção, de terapêutica, de investigação, de tratamento e de reabilitação há-de ter por objetivo a pessoa doente, onde o substantivo “pessoa” venha sempre antes do adjetivo “doente”. Por isso, a vossa ação tenha em vista constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos como a eutanásia, o suicídio assistido ou a supressão da vida, mesmo se o estado da doença for irreversível.
    Quando vos defrontais com os limites e possível fracasso da própria ciência médica perante casos clínicos cada vez mais problemáticos e diagnósticos funestos, sois chamados a abrir-vos à dimensão transcendente, que vos pode oferecer o sentido pleno da vossa profissão. Lembremo-nos de que a vida é sagrada e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável e indisponível (cf. Instr. Donum vitæ, 5; Enc. Evangelium vitæ, 29-53). A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte: exigem-no simultaneamente tanto a razão como a fé em Deus, autor da vida. Em certos casos, a objeção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este “sim” à vida e à pessoa. Em todo o caso, o vosso profissionalismo, animado pela caridade cristã, será o melhor serviço ao verdadeiro direito humano: o direito à vida. Quando não puderdes curar, podereis sempre cuidar com gestos e procedimentos que proporcionem amparo e alívio ao doente.
    Infelizmente, nalguns contextos de guerra e de conflitos violentos, são atacados o pessoal sanitário e as estruturas que se ocupam do acolhimento e da assistência aos doentes. Nalgumas zonas, o próprio poder político pretende manipular a seu favor a assistência médica, limitando a justa autonomia das profissões de saúde. Na realidade, atacar aqueles que se dedicam ao serviço dos membros do corpo social que mais sofrem não beneficia ninguém.
  5. Neste XXVIII Dia Mundial do Doente, penso em tantos irmãos e irmãs de todo o mundo sem possibilidades de acesso aos cuidados médicos porque vivem na pobreza. Por isso, dirijo-me às instituições de saúde e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspeto económico ao da justiça social. Faço votos de que, conciliando os princípios de solidariedade e da subsidiariedade, cooperemos para que todos tenham acesso a cuidados médicos adequados para salvaguardar e restabelecer a saúde. De coração agradeço aos voluntários que se colocam ao serviço dos doentes, procurando, em não poucos casos, suprir carências estruturais e refletindo, com gestos de ternura e de proximidade, a imagem de Cristo Bom Samaritano.
    À Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, confio todas as pessoas que carregam o peso da doença, juntamente com os seus familiares, bem como todos os profissionais da saúde. Com cordial afeto, asseguro-vos a todos a minha proximidade na oração e envio-vos a Bênção Apostólica.
    Vaticano, 3 de janeiro de 2020
    Francisco
    https://agencia.ecclesia.pt/portal/mensagem-do-papa-francisco-para-o-xxviii-dia-mundial-do-doente/